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Com a participação cada vez maior da mulher no mercado
de trabalho seu papel social também foi se alterando rapidamente.
A mulher passou a ter mais poder, tanto aquisitivo, quanto de decisão,
dentro da própria sociedade, onde já exercia um papel
fundamental, de modelo de comportamento para seus filhos.
Em decorrência de todas essas mudanças, a mulher tornou-se
um dos alvos prediletos da publicidade da indústria do tabaco,
que passou a divulgar o cigarro como símbolo de emancipação
e independência. Isto fez e continua fazendo com que o número
de fumantes, principalmente entre o sexo feminino, aumente na América
Latina. Um estudo da Organização Panamericana de Saúde
realizado em 1992 revelou que a prevalência de fumantes entre
mulheres no Brasil subiu de 20% para 51% em apenas quinze anos,
entre 1971 e 1986.
No Brasil, outro estudo, realizado em 1997 entre estudantes de 10
capitais brasileiras, mostrou que, em pelo menos sete capitais,
as meninas vem experimentando cigarros em maior proporção
que os meninos. A participação das mulheres no número
de fumantes vem aumentando, sobretudo nas faixas etárias
mais jovens.
Até algumas décadas atrás, acreditava-se que
os efeitos da dependência do tabaco era mais forte nos homens,
mas à medida que novas gerações de fumantes
foram chegando verificou-se que, as mulheres são igualmente
ou mais suscetíveis aos malefícios do fumo, devido
às peculiaridades próprias do sexo, como a gestação
e o uso da pílula anticoncepcional.
A mulher fumante tem um risco maior de infertilidade, câncer
de colo de útero, menopausa precoce (em média 2 anos
antes) e dismenorréia (sangramento irregular).
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